V.,78 anos, abusador, sofre de dores lombares.

por Vanessa Carranza

Resultado de imagem para 18 maio prevenção abuso infantil

E no final da consulta…esperou sua filha sair da sala, olhou pra trás, voltou e pôs sua mão grossa em cima da minha com uma cara de sorriso mole. Levei um susto – disse agora pode ir – fiquei puta que não disse umas coisas pra ele. Mas hoje ele voltou, mais saudável do que nunca; disse que estava com as mesmíssimas dores que a semana anterior e que desejava, de novo, umas injeções na bunda. Deixei ele esperando já que não era urgência. Quando finalmente o chamei, ele levantou ajeitando a calça o cinto e me olhando de lado. Pedi pra técnica de enfermagem acompanhar a consulta. Vi ele brochar. Pedi que falasse o que quisesse. Tudo que saía de sua boca eu não conseguia ouvir. Me recostei na cadeira e com outra mulher ao meu lado pude assistir sem medo o quão bizarra era aquela situação. Então cortei-lhe o assunto e disse que não ia precisar de injeção, ele podia continuar com os comprimidos em casa. Ele disse que entendia, sorrindo…
Quando abri a porta ele ainda se demorou na passagem e eu inventei uma vontade de fazer xixi. Não tinha papel no banheiro e como eu nem tinha vontade voltei imediatamente. Ele me viu e me abordou novamente perguntando, sensual: “ se não melhorar eu volto né?”, sem resposta.

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