#mandanudes

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Por Ana Paula Lemes Martins

Abriu a porta de supetão. Adulto jovem, 28 anos. Não esperou “o bom dia”, nem me deixou apresentar. Foi rapidamente dizendo que só estava com uma dúvida.

– Dotora, é o seguinte: fica ardendo pra mijar. Tens uns 15 dias isso. É estranho meu caso, mas ó… já vou dizendo que não vou mostrar meu pau.

– …

Até ali, a consulta não durara 3 minutos sequer!

Eu fiz cara de paisagem, meu raciocínio tentando acompanhar o ritmo dele.

– Você teve febre? Ferida no corpo ou na cabeça do pau?

– Nada.

Nesse curto espaço ele já havia tirado o celular do bolso e vasculhava o aparelho.

– Teve secreção do canal da urina, tipo molhando a cueca?

– Então… era isso que eu ia mostrar. Olha a secreção.

Mostrou-me uma foto do pênis dele, com secreção tipo purulenta, de livro mesmo.

Eu fiz a prescrição. Expliquei como usava o medicamento. Pedi pra parceira dele vir à consulta.

Ele ele já estava de pé, com celular de volta ao bolso!

Saiu voando do consultório.

Enquanto eu evoluía no prontuário, ri um tempo sozinha: “Eu vi o pau dele, uai, mas foi virtual!”

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